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Sumário  Edição 15
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Mulheres
 
Descaminho das Índias
Brendha Haddad saiu do acre para deixar o horário da novela ainda mais nobre
Por Pedro Carvalho Fotos Marcos Lopes

O que você aprendeu sobre a Índia?
A Índia é surpreendente, tem muita coisa, acho que nem os próprios indianos sabem de tudo que tem na Índia, porque às vezes eu perguntava alguma coisa para eles e eles balançavam a cabeça para o lado - é um tique que eles têm, que não quer dizer nem não nem sim, sabe?

É que tem muito indiano lá, decerto fazendo muita coisa...
É, é muita informação. Eu precisei aprender especificamente sobre a mulher indiana. Elas casam com o noivo que os pais escolhem e aprendem a amar o marido. Eles fazem até uma analogia: o casamento ocidental começa tipo uma chaleira fervendo e vai esfriando com os anos; o indiano começa frio e aquece conforme eles passam a se amar.

Será que funciona isso?
Olha, talvez se eu fosse uma indiana, funcionasse. Mas tendo a educação brasileira que eu tive, acho meio estranho. Mas hoje eu admiro e respeito a cultura e a relação familiar deles.

O que a dança indiana ensina em termos de sensualidade?
Adança foi o que mais gostei. Tivemos de aprender a tradicional a bhangra, aquela dança dos filmes de Bollywood, que é mais cinematográfica e estamos usando na novela. As mulheres dançam muito para a família, mas lógico que tem aquela dança 'entre quatro paredes', né? Com certeza é sensual. Omarido puxa o sári e a mulher vai saindo de dentro daquele pano... Aquilo é sensualíssimo. É lindo.

Você foi Miss Brasil aos 12 anos?
É, mas é um Miss Brasil infantil. Eu fui representando o Acre. Depois que eu ganhei, comecei a trabalhar com publicidade lá no Acre, fazer comerciais.

Quem faz novela das oito assiste às paródias do Casseta e Planeta, tipo "Com a Minha nas Índias"?
[risos] Eu vejo! Acho ótimo. Aturma da novela dá risada, comenta nos bastidores, fica imitando as frases que eles falam. É muito bom.

Você pretende voltar para a faculdade de Direito?
Sem dúvida. Falta só um ano para terminar. Cheguei a me matricular neste ano, mas não consegui assistir às aulas.

Por que você não pediu para alguém responder chamada por você?
[risos] Ah, eu sempre fui boa aluna. Não era CDF, mas gostava de aprender. Tinha síndrome da boa aluna...

Sim, costuma acontecer muito em meninas.
Quero fazer esse último ano bem feito, prestar o exame da Ordem. Não pretendo, por enquanto, trabalhar nesse ramo. Mas faculdade sempre abre um leque de oportunidades.

Você está namorando?
Não, estou solteira. Tenho trabalhado bastante... Só se fosse um namorado muito compreensivo [risos].

Sobre seu primeiro ensaio sensual: foi bom para você?
[risos] Foi divertido. Fiquei um pouco tímida no começo, mas quando vi que as fotos estavam ficando bacanas, fui me soltando e rolou legal.

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