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Maxim
Sumário  Edição 15
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Reportagens
 
Maxim entra num presídio feminino e fotografa a "hóspede" mais gata do lugar
Introdução André Jalonetsky Entrevista Lígia Prestes Fotos Louise Chin e Inácio Aronovich / LOST ART


Para manter esse corpo bonito, como você faz?
É praticamente um milagre, porque tudo que aparece eu como. Claro que com certa moderação. Mas faço questão de jogar vôlei toda semana. Esse é o meu vício aqui dentro.

Do que você sente mais falta aqui: de um sorvete de chocolate com cobertura de chantili ou de ter um homem todos os dias?
Sinceramente? O sorvete. Faz mais falta em dias de calor.

Você já teve relação com alguma mulher?
Já. E não posso falar que foi por carência. Eu sempre fui muito danadinha, sempre fui adepta à coisa do 'qualquer paixão me diverte'. Na rua eu tenho muitos amigos gays e ficava andando com eles ali na Paulista e dava meus roles com a mulherada. Mas era bem mais incubada, hoje sou bem mais aberta, sabe?

Mas você prefere homem?
Na verdade, depende do meu coração. Se naquele momento um homem me chama a atenção, eu fico com ele. E isso independe de eu ter vindo para cá, sempre fui de aprontar...

O cara tem de ser bom de cama, é isso?
Primeiro que para um cara me satisfazer na cama ele tem de saber fazer a coisa. Eu gosto de umas coisas meio loucas, sou meio sadomasoquista, gosto de sexo pesado de vez em quando. Tem dia que a gente gosta de uma pegada mais forte.

Você se masturba aqui na cadeia?
Nunca precisei, acredita? Nunca cheguei nesta situação, pois sempre que eu estava com vontade tinha alguém para me satisfazer. Aqui a gente tem muita criatividade e dá um jeito para tudo. Mas aposto com você que as presas já inventaram formas que ninguém imagina para se masturbar.

Qual o crime que te trouxe para cá?
[Baixinho] Homicídio.

Está presa há quanto tempo?
Quase oito anos. Mas não quero mais falar sobre isso. Eu me arrependo e ponto. É passado. Eu não sou do crime.

Então, deixe seu recado para os homens da Maxim.
Não sei nem o que falar. Mas eu quero que eles comprem a revista, mostrem para os amigos, para a Malu ficar conhecida e quem sabe um dia virar modelo de verdade. Se eu não saí tão bem como as outras modelos da revista, me perdoem, mas ainda sou amadora. E caso se interessem por mim, mandem fotos, endereço e principalmente o valor do limite do cartão de crédito. [risos]

Lado de dentro Os bastidores do ensaio mais enjaulado da história da Maxim

Palavra dos fotógrafos
"Fotografar em prisões faz lembrar como é importante a liberdade. Ficamos um dia inteiro aqui, vimos mulheres condenadas, simpatizamos com faces que pareciam ser incapazes de cometer delitos, mas o fizeram. Malu sofre a consequência de uma atitude impensada. Como expor uma beleza escondida há tantos anos? Tentamos encontrar formas delicadas em um ambiente hostil e resgatar a vaidade adormecida. Conseguimos trazer à tona uma mulher que nem mesmo Malu conhecia.


 
"Já tive relação com mulheres, e não vou dizer que foi por carência"

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