Kamikazes modernos Voando para a morte
Nada de troféus, champanhe e mulheres bonitas no pódio. O grande prêmio na Air Race é sair vivo!

É parecido com o filme Velozes e Furiosos, mas em vez de queimar borracha e driblar semáforos, os pilotos voampelo céu – às vezes, a menos de um metro do chão, situação em que o pára-quedas que carregam vira um mero detalhe. Isso tudo a velocidades que chegam a mais de 370 km/h. Soa mortal? E é. Em 2007, no Campeonato Nacional de Air Race da Reno, um evento amador que acontece anualmente, três pilotos morreram em acidentes durante a corrida. Estatisticamente, a Air Race é o esporte mais mortal que já existiu.
Na Red Bull Air Race World Series, os pilotos navegam por obstáculos correndo contra o tempo – em algumas disputas os aviões fazem o percurso em grupos de 6 a 8, o que aumenta as chances de colisão e a possibilidade de acidentes fatais. A distância do percurso varia, mas geralmente ela tem entre 5 e 7 quilômetros, demarcada por pares de cones, entre os quais os pilotos devem passar com exatos 90° ou 180° de inclinação. A maioria dos pilotos termina o percurso em menos de um minuto.
Corrida no Congresso?
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| O Secretário dos Esportes do Distrito Federal, Aguinaldo de Jesus, disse que quer levar para Brasília, em 2010, uma das etapas da Air Race. Segundo palavras do próprio,“o objetivo é que os aviõezinhos passem no meio daqueles dois prédios do Congresso”. Parece que o voluntarioso secretário de Jesus esteve hibernando desde 11/09/2001 até hoje. |
Um grande risco é trombar nos cones. Feitos de material fino, parecido com o usado para fazer velas de barcos, eles são projetados para se desfazerem caso sejam atingidos, mas uma colisão contra eles pode ser fatal mesmo assim, pois às vezes desestabiliza o avião. Caso o piloto

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