Batalha campal Açougue futebol clube
Fraturas expostas, joelhos quebrados, ligamentos destruídos e carreiras encerradas: uma viagem pelas piores entradas da
história da bola!
Por Maurício Teixeira
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Sem o desengonçado charme de Peter Crouch, o enorme Taylor quis ser jogador. Azar de Eduardo |
O gigante infeliz
Martin Taylor é inglês e mede 1,93 m. Eduardo da Silva é carioca, 1,77 m, aptidão natural para a bola. Em 23/2/08, o caneludo inglês atravessou o caminho das pernas habilidosas de Eduardo. Atravessou não é modo de dizer. As cenas de Taylor deixando pendurado o pé de Eduardo foram tão pesadas que a Sky Sports, que gerava a transmissão de Arsenal x Birmingham City, nem sequer reprisou o lance. Fratura exposta de tíbia e total ruptura de tornozelo. O brasileiro (naturalizado croata) desmaiou no gramado e foi operado às pressas num hospital local. Torcedores chegaram a mandar ameaças de morte ao zagueiro e o técnico do Arsenal pediu que ele fosse banido do futebol, mas voltou atrás. A lentidão do inglês é tamanha que logo se vê que não foi questão de maldade, mas de ruindade (o gancho foi de três jogos). Eduardo está de volta, mas sua condição física é vista com desconfiança.
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Dieguito: fratura na hora, revanche depois |
El Carnicero de Bilbao
Andoni Goikoetxea era um jogador de relativo sucesso. Participava do espetacular time do Athletic Bilbao que no começo da década de 80 colocava Real Madrid e Barcelona no chinelo. Mas, no dia 24 de setembro de 1983, sua história mudaria. Em pleno estádio Camp Nou, o basco deu uma entrada criminosa em ninguém menos que Diego Maradona, novo astro do Barcelona - os donos da casa. O meia argentino teve uma fratura no ato e deixou o campo para ficar quase um ano parado. Maradona e Barcelona nunca mais se entenderam direito. Antes de deixar o clube e fazer história no Napoli, porém, o craque argentino ainda teria tempo de uma revanche contra o Athletic Bilbao, que resultou numa das maiores brigas entre jogadores que já se teve notícia, com os dois times inteiros e reservas brigando em campo. De zagueiro de sucesso, Goikoetxea entrou para as enciclopédias do futebol como "El Carnicero de Bilbao".
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"Espera, sua hora vai chegar..." |
O "criminoso" do Bangu
O presídio de Bangu tem grandes criminosos, mas nenhum mexeu com mais gente do que um certo Márcio Nunes. Numa noite em agosto de 1985, o lateral (do time Bangu) saltou com ódio e escolheu como alvo - para as DUAS solas de suas chuteiras - os joelhos mais valiosos do futebol brasileiro da época. Começava ali, no Maracanã, o drama que deixou Zico quase um ano parado e que teve reflexos diretos na derrota brasileira na Copa de 1986. Foram três cirurgias até ele voltar, sem a mesma vitalidade. Nunes disse que Zico vinha de sola, mas revendo o lance fica claro que antes da dividida ele já armara sua voadora criminosa. Inimigo número 1 da torcida rubro-negra, ele largou o futebol em 1988, ironicamente, por contusão.
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"Fui com ódio no lance"
Roy Keane é uma espécie de Dunga em liderança no campo. Foi capitão por oito anos do Manchester United (e a maior parte dos 14 anos em que defendeu a seleção da Irlanda). Um meia mais conhecido por sua raça do que pelo futebol apurado (não que fosse ruim, digase). Tanta vontade provocou uma disputa que duraria mais de três anos. Numa partida contra o Leeds United, em 1997, Keane entrou de carrinho no norueguês Alf-Inge Haland. Keane se machucou e os dois discutiram, pois o norueguês considerou que o irlandês entrou na maldade e fingia a contusão para se safar. Haland foi para o Manchester City e num clássico da cidade, em 2001, o pior aconteceu. Keane entrou estupidamente no joelho do adversário, com clara intenção de machucar. Haland deixou o gramado e depois de várias cirurgias abandonou a carreira. Bad boy assumido, Keane escreveu em sua biografia que entrou com ódio no lance, para machucar mesmo. Resultado: o jogador, que havia pego três jogos de suspensão e multa de 5 mil libras, tomou mais cinco partidas quando o pessoal leu aquilo. E uma multinha de 150 mil libras.
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No You Tube, digite "Keane Haland" * |
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"Qué isso, seu juiz, olha minha cara de bom moço!"
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A arte de Leonardo
Bonitão, bom moço, poliglota, filantropo, bem vestido e agora técnico de ninguém menos do que o Milan. É... Mas a gente não esquece, Leo. A gente sabe o que você fez naquele verão californiano. Em 1994, Leonardo viveu seu dia de fúria justo num 4 de julho, em pleno solo yankee e contra a seleção dos Estados Unidos. Ao tentar se livrar de uma jogada, nas oitavasde- final da Copa do Mundo, ele meteu o cotovelo com tanto gosto na fuça do Tab Ramos que o que se viu a seguir foi uma espécie de Maguila depois do soco de Holyfield. O homem caiu duro e foi pro hospital com fratura na face. A parte boa: Leo era titular, mas após a cotovelada, expulso, deu lugar a Branco no jogo seguinte, que fez, de falta, aquele que talvez tenha sido o gol mais importante da Copa, contra a Holanda. É tetra, Galvão!
You Tube: "Leonardo Tab Ramos"*
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