MINHA PRIMEIRA VEZ Renata Ricci
A gata mais pernuda dos musicais brasileiros se debruça sobre suas incríveis estreias
Por André Sancovsky
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“Entrei em pânico, só subi ao palco quando minha mãe me prometeu uma boneca!” |
Depois de fazer o maior sucesso no Rio, a peça Avenida Q vai para SP – e leva na bagagem a gracinha ao lado, Renata Ricci. Ela empresta sua linda voz ao musical, além, claro, do delgado corpinho de 52 kg e 1,65 m. Mas nem se anime. O figurino é básico, camiseta e calça jeans. (Você vai ter de ir pela arte, mesmo...) “Amo musicais, é a realização de um sonho”, diz. E não é papinho-clichê. Rê atuou em Peter Pan e em Sweet Charity (era a rival de Claudia Raia), só pra citar os mais recentes. Para ver a gracinha aqui ao vivo é só ir ao Teatro Procópio Ferreira (SP), até fevereiro, onde ela canta, dança, atua e enche os olhos da plateia masculina.
Primeira fila que valeu a pena
“Minha primeira aparição na telinha foi em 2006, no programa do Luciano Huck. Participei do concurso A Nova das Oito, para fazer a novela Páginas da Vida. Entrei por acaso, me inscrevi no último dia. Quase desisti quando vi a fila enorme para o teste. Mas fui em frente, passando as etapas... E ganhei!”
Primeira boneca “Bem-me-quer”
“Estreei no teatro aos 5 anos, como bailarina. Entrei em pânico na hora de subir ao palco e minha mãe prometeu comprar uma boneca ‘Bem-me-quer’. Botei o figurino e fui, linda e sorridente. Tenho a boneca até hoje.”
Primeira vizinha gente fina
“Sempre cantei, desde menina. Modéstia à parte, acho que canto bem. Fazia showzinho em casa, com público e tudo. Se alguém reclamava? Nada. Um dia uma vizinha ligou pra minha mãe perguntando por que eu tinha parado de cantar! Meu primeiro musical foi o Kiss me Kate, do Cole Porter, inspirado na história da Megera Domada.”
Primeira foto sensual
“Já fiz uma foto de pin up, mas a primeira vez que mostro o corpo é aqui, na Maxim. A primeira vez foi de vocês! [Nota da Redação: Podemos acender o cigarrinho agora?] Foi fácil na hora. Difícil foi dormir no dia anterior. Me ofereceram até Rivotril no teatro. Que não aceitei, porque senão meu pai me mata!” |