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Em primeiro lugar, Luciana Gimenez Morad é uma mulher linda.
Quando entrei no casarão burlesco do centro de São Paulo e a vi pessoalmente pela primeira vez, na tarde do ensaio, vi uma mulher linda - e enorme. Estava deitada numa espécie de espreguiçadeira, cercada por um pequeno enxame, um trabalhando na maquiagem, outro ajeitando o cabelo, alguém aplicando massagem nos pés (unhas vermelhas). Nos apresentaram e fiquei confuso: dá-se um beijo numa bochecha cheia de pó de arroz? Segurei meio vacilante sua mão e me inclinei, apenas para vê-la recuar o rosto e me deixar na situação conhecida maldosamente como "no vácuo". Ninguém viu, ninguém viu, foi esse nosso primeiro contato. Qual o problema em pagar um mico? Acontece com todo mundo e o tempo todo. Mas tudo soa diferente quando você comete uma gafe - mesmo que besta como essa minha - no ar, ao vivo, perante milhões de olhos. Luciana sabe disso.
Já foi chamada de muita coisa por suas gaguejadas, trapalhadas e lapsos com a língua no programa que comanda. Sabe o quanto ela liga? Ela é a primeira a rir da própria cara. "Nada vale tanto a pena a ponto de me tirar do sério". Está coberta de motivos para não se importar. Não é só linda e rica, como todos sabem. Éé pop. É a única mulher a ter um programa no horário nobre da TV aberta brasileira - o Superpop, da Rede TV!, que tem 60% de seus espectadores nas classes A e B. Viajou uma vastidão de países como modelo, fala bem vários idiomas, está sempre por dentro de qualquer assunto do cotidiano e tem uma legião crescente de admiradores. É superpop! Assim como este ensaio, inspirado em quadrinhos pop dos EUA. "Há anos eu queria fazer uma pin-up. Amei!" Depois da sessão, ela entrou numa Mercedes CLS 350 e foi apresentar seu programa; e passava da meia-noite quando entramos em seu camarim para começar a entrevista.
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"Malho muito, sou bem saudável, estou feliz com meu corpo" |
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"Quem pode dizer que é mais inteligente que o outro? Tá, o Stephen Hawkins pode... |
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