Quebrando a banca
Tá achando que vida de filha de ministro é moleza? Marina Mantega quer provar o contrário. Desde os 18 atuando no masculino universo do mercado financeiro, este mulherão vai até a Arábia quando fareja boas operações. Sorte dos xeques: negócio melhor que este eles nunca viram
Por: André Jalonetsky Fotos: Caio Mello

A idéia é fazer uma entrevista inteligente. Se eu perguntar muita besteira, avisa.
Você tem cara de inteligente, mas quem vê cara não vê cérebro, né?
De fato. Você atua no mercado financeiro, faz parte de uma ONG que atende deficientes mentais e transita pelo mundo das celebridades. Você é uma menina boa, uma boa menina ou uma menina má?
As três, é só apertar o botão certo que uma delas aparece. As pessoas acham que como filha do Guido eu não faço nada o dia inteiro, que tudo é fácil, mas não é bem assim. Se tenho sucesso profissional, falam que não é nada mais que a minha obrigação, quando erro falam que só tenho aquele cargo porque sou filha do ministro. Meu pai nunca me ajudou em nada relacionado ao meu trabalho, batalhei muito para chegar onde cheguei. Comecei como estagiária na Bovespa, depois fui para a BM&F, onde fui a primeira mulher a trabalhar no pregão. Estagiei numa corretora e depois fui chamada para trabalhar no Bradesco como trader da mesa internacional. Hoje sou executiva de um banco de investimentos. Tudo que tenho é fruto do meu esforço. Acordo todo dia às sete da manhã para trabalhar e viajo muito para visitar meus clientes.
PÁGINAS :: 1 | 2 | 3 | 4 | Próxima >> |