Alinne Moraes
Coroada pelo papel de uma vilã na última novela das oito, ela é disputada a tapa por grifes de roupas e pela indústria da publicidade. Todos querem a dona da boca mais sensual do Brasil. A diferença é que nós conseguimos
Por: André Jalonetsky Fotos: André Passos

DONA DE TODA BELEZA

Nada de lua-de-mel assistida, paqueras televisionadas ou uma vida social turbulenta. Terminada mais uma novela, e seu primeiro papel de vilã, Alinne Moraes desfruta das delícias de estar sozinha. Acompanhamos a atriz em uma manhã contemplativa e o resultado é este ensaio: arrebatador. Como não se apaixonar por ela? A resposta você (definitivamente) não vai encontrar nas próximas páginas.
Seus coleguinhas do segundo grau que a chamavam de magricela e bocuda têm aparecido para dizer que tudo não passou de um mal entendido?
Não, nenhum deles apareceu, mas apareceu gente da família.
Família? Como assim?
Meu pai apareceu. Acho que ele já tinha muito essa vontade de me reencontrar e eu também. Eu não o via desde os meus sete anos. Ele estava casado com outra mulher e morava longe. Não tinha como vê-lo, até pelas condições financeiras. Tios por parte da minha mãe também apareceram. Procuro não julgar ninguém e acho que na vida a gente sempre ganha. Se tiver a ver comigo, estou sempre disposta a receber todos de braços abertos.
Como você lida com a falta de privacidade?
Outro dia escrevi no meu blog que morar um tempo fora do Brasil é muito bom porque você se sente uma pessoa desconhecida. Não que me irrite com meus fãs, muito pelo contrário. Sei que represento muito para muitas pessoas, mas às vezes não queria ser um exemplo 24 horas por dia. Quem sou eu para ser um exemplo? Tem coisas que faço e falo que não quero que sejam avaliadas publicamente. Mas você aprende a ficar atento, alerta e a saber onde está pisando. Se não quero me ver numa revista usando um biquíni na praia, não uso biquíni. Sei que sou visada e procuro controlar ao máximo minha exposição.
Você é considerada uma das mulheres mais sensuais do País. Ao mesmo tempo chegou para as fotos totalmente desencanada, brincando com todo mundo. Você se considera uma menina ou um muherão?
(pensa um pouco) A menina sempre vai existir, não tem como ela sumir. A mulher está aparecendo cada vez mais forte. Ela toma conta da menina e coloca limites. As duas precisam estar juntas para eu ser feliz. Procuro ser simples, natural, verdadeira.
No meio da sessão de fotos você devorou um queijo quente. Se tivesse opção teria comido um bom prato francês?
Olha, eu como de tudo. Mas se tiver que escolher prefiro uma comida simples, num barzinho com meus amigos. Se o barzinho for em Paris então, perfeito! (risos)
Quem são os seus amigos?
Sou muito criteriosa. São poucas as pessoas que entram em minha casa. Eu fico “paquerando”, tenho meu processo. Geralmente meus amigos são mais velhos, mais maduros. Meu trabalho em teatro e televisão me fez conhecer gente muito legal. Na época em que trabalhei num bar também fiz amizades muito boas.
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